controle financeiro pessoal

As 12 dicas de ouro do controle financeiro pessoal

Aprenda a fazer o controle financeiro pessoal e familiar em 12 passos simples mas eficazes (as dicas 4 e 6 são sacadas super eficientes).

Planilha e gestão financeira

1Faça o acompanhamento mensal de receitas e despesas. Essa primeira dica é básica: se você não tem uma planilha de gastos e sabe o quanto ganha e o quanto gasta, provavelmente não saberá aonde seu dinheiro está indo e, portanto, onde pode cortar seus custos.

2Reprograme-se conforme as condições econômicas. O momento é de crescimento? Então você pode ceder um pouco (mas sempre dentro de seu planejamento financeiro) a certos gastos não essenciais. Há crise? Mesmo que ainda tenha sua fonte de renda, melhor apertar o cinto, mesmo que por prudência.

Mudança de hábitos

3Compare preços. Hoje é muito fácil comprar nos locais mais baratos. Para isso, o primeiro passo é sempre pesquisar preços na internet antes de sair de casa com a intenção de comprar.

4Faça a quarentena dos desejos. Hoje você tem certeza que precisa de um eletrodoméstico ou de um novo sofá. Mas será que daqui a um ou dois meses você pensará o mesmo? Essa dica é muito eficiente. Você anota o desejo, mas nunca compre de imediato. Muitas vezes você notará que aquela compra seria supérflua, pois aquilo simplesmente não está fazendo falta em seu cotidiano.

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Planejamento financeiro é fundamental

5Faça um planejamento financeiro. O controle financeiro pessoal não é um fim em si, ele é usado porque você tem objetivos que deseja alcançar. Quais são esses objetivos? Como você os alcançará? Comece realizando um planejamento estratégico e siga-o.

6Estabeleça metas factíveis, mas crescentes. O fator psicológico é fundamental em finanças pessoais. E não há nada mais desanimador do que estabelecer metas “impossíveis” logo de início. Por outro lado, se você estabelece pequenas metas, mas crescentes, você terá reforçará sempre a sensação prazerosa de alcançá-las, formando um círculo virtuoso em busca de seus objetivos.
7Faça provisões para despesas anuais. Tem gente que leva o maior susto quando chega o IPTU, o IPVA, quando vence o seguro do automóvel ou tem que pagar a matrícula dos filhos. Quem tem um controle financeiro pessoal não leva esse susto. Divida os gastos anuais estimados e previsíveis por 12 e tenha o valor mensal para colocar em sua planilha de controle de gastos.

8Mantenha um estilo de vida frugal. Nunca, jamais, em hipótese alguma, gaste mais do que ganhe. Porém, mesmo que você esteja dentro do que ganha, não significa que está gastando como deveria. Um estilo de vida ostentador é incompatível com a boa saúde financeira. Quem esbanja não é rico, é pobre. No mínimo, no mínimo, de espírito. Viver com sabedoria é ser feliz com o mínimo de bens materiais possível. Se você não conseguir, é porque ainda falta bastante a trilhar em seu caminho do auto-conhecimento.

Educação financeira é investimento

 

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9Informe-se sobre os melhores investimentos do mercado. Educação financeira não é apenas aprender a gastar pouco. O segundo passo é aprender a investir bem. Se você investir seu dinheiro na poupança, muitas vezes terá perda real (diminuição do poder de compra). E se você seguir os conselhos de seu gerente, acontecerá o mesmo, pois ele não está ali para te ajudar, mas para ajudar o banco a ganhar mais em cima de você. Acesse nossa seção de livros sobre investimentos e conheça os melhores livros e treinamentos do Brasil.

10Aprenda o básico de cálculos financeiros. Quem não conhece o efeito do tempo sobre o dinheiro só toma decisões equivocadas. Em primeiro lugar, porque tem o mal hábito de comparar grandezas totalmente diferentes, que são o dinheiro hoje e o dinheiro amanhã, por exemplo. Além disso, nem se proteger da inflação é capaz. Enfim, só há controle financeiro pessoal de verdade com o mínimo de conhecimento da matemática por trás das finanças. Nosso Curso Grátis de Excel pode ajudá-lo nesse ponto.

11Nunca tenha alavancagem deficitária. Alavancagem deficitária é ter dívidas de um lado e, do outro, ter dinheiro parado ou mal investido. É quase impossível imaginar, mas tem pessoas com dinheiro na poupança, por exemplo, rendendo 6 ou 7% ao ano e, por outro lado, com dívidas de alguma espécie, pagando de 20 a 200% ao ano. Ou pior, tem gente com dinheiro parado em conta corrente, ou um crédito com um amigo e simplesmente se acomoda, deixando esse dinheiro lá, se desvalorizando, enquanto paga juros.

meditação

Dividir, reciclar

12Promova o uso comum. Se você precisa de um bem para uso temporário, não o compre, tome-o emprestado. Além disso, empreste as coisas a outras pessoas, caso não sejam bens de fácil deterioração. Além de tudo, você aprenderá sobre o desapego (filhos únicos têm mais dificuldade em lidar com isso, mas sempre é tempo de evoluir).

13Troque objetos antigos. Conhece aqueles portais de venda P2P, como a OLX? Então, anuncie e venda ou troque algo que você não precisa mais por outra coisa qualquer. Um conhecido meu trocou o celular usado (que não teria nenhuma utilidade para ele) por um vídeo game. Talvez você precise de um cortador de grama, por exemplo, e o orçamento familiar ficará bem mais folgado se você consegui-lo por meio de uma troca, em vez de desembolsar dinheiro e, ainda por cima, ocupar mais espaços em casa.

O fluxo de caixa sob controle

Colocar todas essas dicas em prática já é um grande passo para colocar suas finanças pessoais no ponto em que você deseja. Depois de organizado o orçamento doméstico, você poderá investir e multiplicar seu patrimônio e, por consequência, sua tranquilidade. Boa sorte!

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Eduardinho é Auditor da Receita Federal e educador na área de Finanças Pessoais. Criador do método Carteira Rica de enriquecimento, o autor compartilha suas dicas neste blog e vai ajudar você a transformar o modo como lidar com seus investimentos.

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