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As 10 Leis do Dinheiro que o fariam Rico. Se Conhecesse.

Quanto dinheiro já passou por sua mão durante toda a vida? Faça um cálculo aproximado.

Agora a dura realidade: desse valor, veja quanto efetivamente ficou com você (seu atual patrimônio) e quanto se foi. Provavelmente, apenas um pequeno percentual lhe resta hoje disponível.

Em 2018, o IBGE acaba de anunciar que fará uma nova POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares). Na última pesquisa (2008/9), a família brasileira tinha uma renda média de R$ 2.763,47 e uma despesa média de R$2.626,31. Ou seja, poupança mensal de míseros cem reais mensais. Os resultados da atual pesquisa, com certeza, não mostrarão algo diferente. Aposto.

Resumindo o drama, as pessoas não sabem usar o dinheiro que recebem e não sabem multiplicar o pouco que lhes resta após despesas. O resultado é que passam a vida inteira caranguejando (andando de lado) e contam com um milagre para terem alguma melhoria de condição de vida.

Nesse artigo, compartilharei com você uma lista de 10 regras sobre o dinheiro que possivelmente você não conhece e talvez esse seja um dos motivos pelos quais você sente seus objetivos financeiros tão inalcançáveis.

Ou ainda, mesmo que você já tenha renda e patrimônio bons, não conhecer algumas regras pode estar te mantendo aquém do seu verdadeiro potencial.

Antes de começar, aproveite para baixar o PDF da aula e copiar a Planilha para você programar cada dobra do seu capital (logo você entenderá o que estou falando).

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#Regra 1 – Dinheiro é um Jogo

Veja bem, dinheiro é uma invenção. Lidar com ele não é algo instintivo como aprender a andar, mas algo que se baseia em instrução e treino, como jogar xadrez, nadar.

Se você entra em um jogo competitivo e não conhece as regras, o resultado possível é um, e apenas um: você será destroçado.

Masterize o jogo do dinheiro e avance. Seja um eterno iniciante e você ficará para sempre no “avance uma casa, recue duas”.

Pessoas que compram no crediário, tomam empréstimo para consumo, por exemplo, ficam nessa fase toda a vida.

Um exemplo de regra do jogo é estar atento à inflação. Se você não está atento a todo momento à inflação, tem a ilusão de avançar casas quando, na verdade, está no mesmo lugar:

“Meu investimento na poupança cresceu”. Bobagem.

“Estou ganhando mais”. Bobagem.

“O lucro da empresa da qual tenho ações cresceu 4% nesse ano” (supondo inflação de 5%). Bobagem.

As regras são muitas. Não conhecê-las é fatal para seu bolso.

#Regra 2 – O objetivo é dobrar o que se tem o máximo de vezes

O que é considerado um avanço de casa no jogo do dinheiro?

A resposta é: cada vez que você dobra seu dinheiro, você avança um degrau e passa a jogar outro nível do jogo. Cada vez que perde dinheiro, você recua.

Enfim, o objetivo sempre é dobrar o capital. O máximo de vezes possível, no mínimo de tempo.

Subir é muito difícil e exige consistência. Portanto, esteja atento para nunca (ou quase) recuar. Quanto menos vezes você recuar, mais longe chegará.

Mas “não recuar” é insuficiente, você tem que efetivamente avançar. Caso contrário, permanecerá na mesma casa por toda a vida.

tabela dobras

Quem mal investe, ou coloca dinheiro na poupança, títulos de capitalização e similares, nunca subirá para o próximo nível.

Quando eu digo nunca, estou sendo literal. Seu horizonte de tempo para realizar as dobras não é infinito, mas de algumas poucas décadas.

Talvez você não tenha lido com atenção a regra anterior, sobre… regras.

Se a inflação média brasileira é de 5% e a poupança rende 6% nominais (no máximo, pode ser menos). Você sabe quando terá 100% de rendimento real acumulado? Eu te digo: em 73 anos. Boa sorte!

Se você investe em Tesouro IPCA no estilo buy&hold, com uns 15 anos você dobra seu capital (rendimento real e líquido). Bem melhor, mas ainda não conseguirá subir tantos degraus assim, contando o prazo total de que dispõe.

Quem se torna efetivamente rico, simplesmente conseguiu um atalho para galgar novos degraus a cada 3 ou 4 anos. Ou, mesmo que não suba sempre no mesmo ritmo (podem ser 4 anos aqui, depois 7 anos ali, etc.), simplesmente vai consistentemente e de modo “atalhado” para frente.

No fundo, o que vai determinar quão longe você chegará são apenas 2 variáveis:

  • Velocidade. Quanto tempo você gasta para trocar de nível (seu ritmo de dobras);
  • Prazo. Qual o período máximo que você tem para jogar o jogo (15 anos, 30 anos, etc.).

PS.: O indicador P/L de Ações pode ser interpretado matematicamente como o número de anos para seu capital naquela Ação dobrar caso o lucro dela permaneça constante em valores reais (lembre-se da inflação).

#Regra 3 – Mentalidade não é tudo

Veja bem, não estou fazendo pouco caso de uma mentalidade adequada ao enriquecimento. Isso seria incoerente, já que este artigo é sobre mentalidade.

Só estou dizendo que ela não é tudo. Desconfie de quem só bater nessa tecla.

Mentalidade, para surtir efeitos práticos, precisa vir acompanhada de:

  • Conhecimento: De negócios, economia, mercado financeiro, tendências comportamentais e tecnológicas, etc.
  • Prospecção: Procura ativa e efetivação das oportunidades encontradas.
  • Networking: Várias oportunidades surgem via relacionamentos.

É claro que mentalidade é o primeiro passo. Mas não confunda o primeiro passo com a jornada inteira.

#Regra 4 – Dinheiro não “é para gastar”

Quantas vezes você já ouviu um amigo justificar gastos exorbitantes com a expressão “mas dinheiro é para gastar”.

Não, não é.

Se você acha que dinheiro é para gastar, prepare-se mentalmente porque viverá sempre na mesma fase do jogo (na melhor das hipóteses).

Gire sua mentalidade. Dinheiro é para poupar.

Toda despesa precisa ser justificada e bem justificada.

Ser criterioso para “autorizar” despesas não é ser avarento, mas ser racional. A felicidade que você procura adquirindo aquele bem não poderia ser obtida de maneira mais barata, ou até grátis? Reflita antes de gastar.

fim do mundo

#Regra 5 – Ganhe nas crises (Fim do Mundo)

O hábito dos grandes investidores, e que as pessoas comuns nunca aprendem, é ganhar rios de dinheiro nas crises. Quanto maior a crise, mais elas multiplicam seu capital em uma grande tacada.

A pessoa comum segue a manada, toma riscos em momentos errados, ou toma riscos o tempo todo.

O grande investidor terá sempre uma parte de seu dinheiro separadinha para usar quando ninguém mais tiver dinheiro (falta de liquidez no mercado) e as pessoas estiverem pagando 2 ou 3 vezes mais pelo dinheiro das outras, quando as ações e ativos financeiros estão sendo negociados por um terço do real valor.

No mercado financeiro, é nessas horas que se multiplicam as fortunas.

Se você não tem uma estratégia pré-definida para aproveitar as oportunidades das crises, seu método de investimentos não é perfeito.

Normalmente há uma crise a cada 5 anos. Vamos ver alguns exemplos de oportunidades em que, nos últimos 20 anos, você poderia ter dobrado seu capital?

  • Crise de 1998
  • Crise de 2002
  • Crise de 2008
  • Crise de 2015

Então veja bem, se você investisse somente da forma mais conservadora ao longo dos últimos 20 anos, como no Tesouro Selic. Você poderia ter dobrado seu capital uma vez em cada crise e mais uma ou duas vezes ao longo dos 20 anos com a aplicação segura em “tempos de paz”. Só nesse processo, em 20 anos e com 4 grandes crises, você poderia ter ganho 5 ou 6 passos na tabela dos degraus. Volte à tabela, veja onde você está, onde você estaria daqui a 20 anos se subisse 6 degraus e perceba o efeito poderoso dessa estratégia.

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#Regra 6 – Tenha equilíbrio

Ímpeto não pode matar segurança. Paciência não pode matar realizações.

O tempo todo vemos pessoas desequilibradas, ou seja, aquelas que não conseguem encontrar o meio termo entre uma coisa e outra. Ou elas são totalmente isso, ou totalmente aquilo.

Mais deprimente é que, às vezes, as pessoas saltam de um pólo ao outro quando percebem que sua atitude anterior estava causando perdas.

Mas, ao fazerem isso, erram novamente. Sem perceber.

Perceba que até afeto, se em dose errada, causa problema (um pai superprotetor gera um filho dependente e despreparado para o mundo).

A busca da dose ideal, do equilíbrio, deve ser constante.

A viagem dos seus sonhos agora, ou nunca? Daqui a algum tempo.

Tomar riscos? Às vezes e desde que uma possível perda não te leve à ruína.

A sabedoria está no meio.

Faça investimentos alternativos, experimente, mas o faça com uma parte “controlada” de sua carteira. Aprenda e evolua sem perder o sono.

#Regra 7 – “Veja” o futuro

O maior erro de qualquer investidor é olhar somente o passado.

A pessoa seleciona ativos com melhor rentabilidade acumulada e se assusta porque depois que ela compra, só vê queda. Na realidade, a pessoa perdeu a grande valorização e entrou no momento em que o preço do ativo começa a corrigir. Quão comum é isso!

Também ocorre com fundos, a pessoa sequer sabe se aquela boa rentabilidade passada foi causada por uma gestão acima da média ou por uma tacada de sorte. Ela investe e deixa para descobrir depois.

O grande investidor não faz nada disso.

Ele está sempre imaginando como serão os hábitos das pessoas no futuro, quais as consequências amanhã das atitudes dos governos, das companhias e das pessoas hoje.

Se você está pensando em ontem ou em hoje, você está atrasado com relação ao mercado. Não tem como investir certo.

#Regra 8 – Mente curiosa sai na frente, não obedece

Mentes curiosas estão sempre atrás de novos desafios.

O que é fácil, habitual, simplesmente não lhes chama a atenção.

Agora, se algo é novo, desafiador, ela está sempre à procura de aprender.

Com “não obedece” eu não quis dizer que a pessoa deva ser indisciplinada. Estou dizendo que é uma pessoa que não se submete intelectualmente, que procura formar um pensamento próprio, que busca a coerência ao fazer algo que tenha sentido para ela. Não para os outros.

As regras devem ser obedecidas. Mas também têm de fazer sentido. Principalmente aquelas que aprendemos “via Youtube”.

Vou dar um exemplo.

Existe a “regra” de que todo trabalho que tiver uma remuneração por hora inferior à que você pode conseguir, você deve pagar para que alguém o faça por você.

Se você recebe R$ 70,00/hora e determinado serviço que você precisa custa R$ 30,00/hora, você deve terceirizar.

Mas leve essa regra às últimas consequências e você será um chato, sem habilidades complementares e que só consegue falar e viver aquele assunto no qual é o “grande especialista”.

Fazer outras tarefas torna as pessoas mais independentes. Pessoas com múltiplas habilidades são mais livres, mais autoconfiantes e interessantes.

PS.: Óbvio que tem vezes que você precisa pagar alguém para “trocar o chuveiro da sua casa”. Mas você saberia trocar, caso precisasse? Ou é completamente dependente?

#Regra 9 – Tenha autoconfiança

Autoconfiança é a condição que te permite ir além dos limites. Quais limites? Os que você tem em seu estágio atual.

A pessoa autoconfiante erra como todos, mas é capaz de aprender com os enganos e continuar seguindo. O fraco erra e nunca mais tenta.

Decisões exigem autoconfiança.

Decisões independentes (fora da manada) exigem autoconfiança em dobro.

Como desenvolver a autoconfiança? Só existe um jeito: experimentando, ou seja, aliando ação à mente curiosa.

PS.: Mas atenção: autoconfiança sem preparo (conhecimento) é pura imprudência.

#Regra 10 – Não perca tempo

A regra mais importante de todas e que 99% das pessoas ignora: no fundo, não se trata de dinheiro, mas de tempo.

Quantas vezes você já presenciou a seguinte situação?

A pessoa ganha muito dinheiro, tanto dinheiro que acaba pensando somente nisso.

Até que um belo dia, a vida lhe lembra da condição finita e limitada, sua e de seus entes queridos.

A pessoa tem todo o dinheiro do mundo, trocaria esse dinheiro para voltar no tempo e fazer diferente, ter mais tempo para si e para as pessoas de quem gosta.

Mas nessa hora o dinheiro não tem mais valor.

O dinheiro não recompra saúde, não recompra juventude. Ele traz possibilidades, mas ele também tira.

Mais uma vez, busque, sempre, o equilíbrio.

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Eduardinho é Auditor da Receita Federal e educador na área de Finanças Pessoais. Criador do método Carteira Rica de enriquecimento, o autor compartilha suas dicas neste blog e vai ajudar você a transformar o modo como lidar com seus investimentos.