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Preparado para férias? Veja 15 dicas para viajar sem jogar dinheiro fora

Férias chegando, crianças eufóricas. Mas então você se lembra de que não planejou nada para esse período. Pois é, muitas vezes as férias escolares pegam os pais de surpresa, em meio à rotina de trabalho e às atribulações do dia a dia. Aí a viagem dos sonhos sai improvisada e acaba custando bem mais caro. Promete-se que no ano que vem será diferente, mas sabemos que o filme se repetirá.

Muita calma nessa hora! O ideal é, da próxima vez, inserir uma pitada de planejamento e evitar o caos.

Mas como você já pulou essa etapa e as férias chegaram, nesse artigo você encontrará 15 dicas para viajar sem “ir à falência”, ou, ao menos, para criar possibilidades alternativas que não comprometam o seu orçamento e a diversão das crianças.

Com alguma paciência e sem gastar muito dinheiro, você conquistará seus objetivos de descansar, divertir e viver bons momentos.

Períodos inconciliáveis

Em primeiro lugar, é importante que se entenda a realidade de cada família. Alguns pais não conseguem conciliar o período de férias do trabalho com as férias escolares, o que inviabiliza uma viagem mais longa.

Nesse caso, o recurso é aproveitar melhor os finais de semana, promover encontro entre os filhos e seus amigos, conhecer lugares novos por perto e deixar as crianças mais livres.

Mesmo assim, é bom saber que deixar de viajar não significa férias “de graça”, pois o período sempre inclui idas ao cinema, ingressos para shows, restaurantes, sorveteria, etc.

Se por um lado isso acaba sendo um contratempo, por outro, pode ser uma ótima forma de economizar, já que essas famílias podem fazer um esforço e todos viajarem juntos fora da temporada, quando os serviços de turismo são mais baratos e acessíveis.

É simples: escolhe-se um período neutro, que não comprometa o desempenho das crianças na escola, e então programa-se a viagem desejada, com a vantagem de se gastar bem menos e encontrar serviços de alta qualidade.

sazonalidade turismo

Viagens fora de temporada:

– Do ponto de vista financeiro

O ideal é escolher o 2º trimestre de cada ano para viagens nacionais, pois é o período mais fraco em vendas.

A CVC é a única operadora de turismo brasileira com ações em Bolsa. Em seus relatórios de desempenho, percebe-se claramente a sazonalidade e a queda nas vendas neste período. Resultado: menor demanda = menores preços + economia.

Nas viagens internacionais, a sazonalidade é outra. Para conseguir o menor preço, evite as “mini férias” de março e também o início das férias de verão no hemisfério norte, em junho.

– Do ponto de vista dos filhos

Por outro lado, é importante lembrar que os estudos dos filhos possuem um ritmo. O início do semestre é sempre mais acelerado, com mais conteúdo que o fim, quando professores e alunos estão mais cansados.

Uma viagem curta ou de médio prazo logo no começo, pode quebrar o ritmo do aluno. Mais no fim do semestre, por outro lado, pode ser revigorante.

Enfim, traga os filhos para dentro do planejamento e ouça o que eles pensam a respeito.

turismo histórico

Temporada de férias com todo mundo a bordo

Já para as famílias que conseguem conciliar o período de férias, a situação é diferente. Algumas dicas podem ajudar a poupar dinheiro dentro desse contexto, mesmo quando o bom e velho planejamento foi relegado:

1º – Escolha o lugar ideal

Nem sempre as melhores férias têm necessariamente que acontecer nos lugares da moda, que geralmente são roteiros mais disputados e, por isso, caros.

Escolha um destino que tenha a ver com sua família e com as possibilidades de seu bolso, visite regiões menos exploradas e descubra encantos onde menos se espera. Uma boa saída aqui é buscar roteiros “históricos”:

● Vocês podem visitar cidades relacionadas com os conteúdos que seus filhos estão aprendendo na escola. Tentem visitar museus e locais que foram importantes. No Brasil, como cultura não é valorizada, as entradas em locais assim são ridiculamente baratas.

● Faça um roteiro de sua “história pessoal”: visite regiões onde você ou seus ancestrais viveram. Provavelmente você poderá se hospedar na casa de amigos ou parentes a custo zero e, ao mesmo tempo, alegrá-los com isso.

O segredo é relaxar e aproveitar o que cada lugar tem a oferecer. Assim, você se renova e ainda traz na bagagem um passeio original e diferente para contar aos amigos.

Se você for solteiro viajando sozinho, inscreva-se logo em algum site de “troca de casas” para viajantes.

2º – Delimite seus gastos (antes)

Para que as férias não se tornem um peso desagradável para o resto do ano, é preciso estabelecer até onde se pode gastar, considerando transporte, estadia, alimentação, atividades extras, juntamente com o tempo de duração da viagem e o número de pessoas envolvidas.

O ideal seria você, em um planejamento de férias, fazer a provisão mensal, ao longo de 12 meses, do valor que pretende gastar com viagens no ano.

Por exemplo, se você pretende realizar duas viagens com gasto médio de R$ 4 mil reais cada, em um total de R$ 8 mil anuais. Então faça o seguinte cálculo:

Número de viagens 2
Gasto esperado/viagem 4.000
Total 8.000
Provisionamento
1/3 Férias (exemplo) 3.000
saldo = (gastos – 1/3 férias) 5.000
Saldo/12 5.000/12
Provisão mensal 417,00

Nesse caso, você deveria ter poupado R$ 417 por mês nos últimos doze meses. Se não o fez, poupe o dobro nos próximos doze meses. Uma vez para as férias deste ano e outra para se programar para o ano seguinte, com a vantagem de o dinheiro poupado ir rendendo juros.

Se você tem essa perspectiva, os gastos de férias acabam ficando no limite do estabelecido, sem comprometer outros compromissos financeiros que virão ao longo do ano.

3º – Anote seus gastos (durante)

Não adianta nada delimitar um teto para os gastos com o passeio, se durante o passeio você não controlar minimamente o que está gastando. É claro que não precisa ser o Tio Patinhas em tudo, mas mantenha sempre o controle da situação.

Subtraia do custo total estimado para a viagem (R$ 4 mil em nosso exemplo) os valores mais significativos e sabidos de antemão, por exemplo, a estadia e as passagens. Divida o restante pelo número de dias de viagem para você ter uma noção do que pode gastar diariamente.

4º – Use os pontos de seu cartão de crédito (milhas)

Muitas vezes, as pessoas se esquecem de que têm pontos no cartão que podem ser trocados por milhas, gerando grande economia na hora de comprar as passagens. Verifique sempre a situação de seu cartão e de que forma seus pontos podem ajudar a baratear a viagem.

Da próxima vez, usando planejamento de longo prazo, você pode aproveitar as promoções das companhias e suas milhas podem valer até o dobro de passagens do que normalmente valeriam.

5º – Pesquise o preço das passagens

Se as passagens forem aéreas, verifique primeiro nos sites de busca e em seguida nos sites das companhias. Assim você evita pagar taxas que são cobradas pelos sites agregadores de busca mais conhecidos.
Uma ótima sugestão (caso tenha tempo para isso) é instalar programas de rastreamentos de preço que ajudem a localizar as passagens mais baratas para seu destino, como o Skyscanner, por exemplo.

6º – Escolha datas aproximadas

Se você tiver duas semanas de férias, por exemplo, verifique duas ou mais opções de partida para seu destino. Uma passagem para o mesmo destino pode variar de preço em diferentes dias e horários. Ou seja, se sua intenção é viajar no domingo, dê também uma olhadinha nos preços da passagem de segunda, a flexibilidade pode ser uma excelente aliada no quesito economia. Isso vale não só para as passagens e estadia, mas inclui também os atrativos da região a ser visitada.

7º – Considere imprevistos

Viajar traz oportunidades que não podem ser perdidas e situações que não temos como prever. Nas duas hipóteses, ter alguma reserva é sempre bem vinda.

Deixe uma determinada quantia separada para o caso de surgir aquele passeio opcional espetacular que todos querem, ou para o caso de o pneu furar no caminho.

Não ser pego de surpresa nessas condições deixa sempre o passeio mais leve e harmonioso.

Quanto mais certeza você tiver que pequenas perdas e imprevistos ruins uma hora ou outra ocorrem a todo mundo, menos estressado você ficará nessas situações.

Caso você não use esse dinheiro, há sempre outras formas de investi-lo depois.

8º – Corte supérfluos

O melhor de viajar é a sensação de liberdade e felicidade que a viagem oferece. É claro que cada um tem seu gosto, seu perfil, mas as férias são o momento para relaxar, se divertir, e, quem sabe, buscar mais contato com a natureza.

Mas se você é do tipo que não dispensa uma comprinha, e sabe que as coisas andam apertadas, talvez seja melhor repensar.

Deixe de lado os impulsos de consumo e viva as experiências. Aquele elefante branco que você colocou em cima da prateleira não vai substituir as lembranças de um passeio de barco com seus filhos, por exemplo.

Compre para uso pessoal somente o que será realmente usado. Já as lembrancinhas e artesanatos, só compre se souber exatamente que lugar terão em sua decoração. Evite se tornar um acumulador.

9º – Aproveite atividades gratuitas

Atrações gratuitas podem ser encontradas em todos os lugares, principalmente nos meses de férias. Exemplos de ótimas opções:

  • Parques;
  • Museus;
  • Espetáculos de rua;
  • Trilhas;
  • Mercados municipais.

Pesquise o que o seu destino tem a oferecer nesse aspecto e inclua essas atividades na sua programação.

10º – Antes de viajar, viaje virtualmente

A Internet é uma grande aliada para planejar uma viagem. Conhecer de antemão o lugar que se quer visitar ajuda a evitar algumas surpresas.

Sempre há dicas de onde comer e o que fazer e opiniões de viajantes, que, às vezes, trazem informações valiosas, como preço de serviços e melhores opções de diversão. Acredite, nem sempre você terá como fazer essa pesquisa na hora.

11º – Prefira os transportes mais baratos

Quando for avaliar as opções, veja o que será melhor dentro da sua realidade. Às vezes, se seu objetivo não for chegar rápido ao destino, uma viagem de carro pode trazer experiências mais enriquecedoras que uma aérea. Você pode conhecer novos lugares e descobrir destinos opcionais bem mais interessantes que os já conhecidos.

Outra questão, é a escolha do transporte no local de destino. Há cidades turísticas que oferecem transporte de graça entre regiões comerciais. Outras, têm ótimos serviços de transporte público. Deixe a escolha do táxi para as situações inevitáveis, quando já é tarde para tomar o transporte público, ou quando você está carregado de malas.

Se sua meta é alugar um carro, então avalie as opções de empresas prestadoras de serviço. Geralmente, as mais baratas são as empresas menores e menos conhecidas.

12º – Aproveite as refeições inclusas

A estadia nos hotéis do país sempre inclui o café da manhã, mas em algumas situações também há o regime de meia pensão, o que facilita muito a vida das famílias com filhos.

Porém, alguns passeios opcionais costumam acontecer ao longo do dia, ou durante o período das refeições do hotel, forçando que se gaste com refeições fora, em restaurantes muitas vezes indicados pelos guias turísticos e que nem sempre são os mais baratos.

Tente programar seus passeios fora dos horários de refeição já inclusos na hospedagem.

lanche viagens

13º – “Ponha cadeado” no frigobar do hotel

Não, não é para você literalmente trancar o frigobar. A ideia aqui é não consumir os produtos do hotel, que possuem preço absurdo.

No primeiro dia de viagem, após descansar, faça compras e transforme o frigobar em sua pequena geladeira. Compre água e bebidas no supermercado e, se o espaço for pouco, até mesmo retire os produtos não perecíveis do hotel do frigobar, para darem lugar aos seus (água e refrigerante, por exemplo).

Esse é um ponto importante para se economizar. Aquele inocente chocolate e a indefesa batatinha acabam saindo três a cinco vezes mais o preço do mercado. Se você tem dois filhos, por exemplo, e sua estadia dura uma semana, o rombo cresce exponencialmente.

Você verá a diferença na hora do check-out.

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14º – Converse com as pessoas do local

Quando for conhecer uma nova localidade, uma dica valiosa é conversar com o povo que vive por ali.

Além de você aprender um pouco sobre a cultura e os costumes, ainda há a vantagem de receber dicas sinceras sobre a região, de quem realmente vive por lá e não necessariamente quer lhe vender alguma coisa.

Entre as dicas, procure lugares alternativos para comer, que tendem a ser mais baratos e menos conhecidos que os “restaurantes para turistas”.

Há a vantagem de descobrir as curiosidades da região e atrativos que nem sempre se encontram nos catálogos turísticos, além de “correr o risco” de presenciar alguma atividade local interessante que nunca será explorada comercialmente.

15º – Não tenha medo de adiar

Por último, se sua intenção era fazer a viagem dos sonhos e você não teve como planejá-la, então aproveite um dia das férias, converse com as crianças, trace as metas dessa viagem para um próximo período.

Mostre a elas o que vão ganhar adiando o passeio por enquanto. Em vez de dívidas e orçamento estourado, quem sabe viver mais experiências e escolher melhores opções de hospedagem, por exemplo? Em contrapartida, apresente ideias mais baratas, que caibam no orçamento mensal.

Converse, ouça as sugestões, ria. O importante é fazer esse momento descontraído e especial e não deixar de aproveitar como puder.

Com isso, você ensina duas coisas fundamentais aos seus filhos:

  • Primeiro, a vida é cheia de mudanças e nem sempre temos o que queremos na hora e,
  • Segundo, que os sonhos precisam ser planejados, contabilizados e muito bem calculados para que aconteçam em plenitude.

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Eduardinho é Auditor da Receita Federal e educador na área de Finanças Pessoais. Criador do método Carteira Rica de enriquecimento, o autor compartilha suas dicas neste blog e vai ajudar você a transformar o modo como lidar com seus investimentos.