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Investimento eficaz em 5 estágios: descubra em qual você está!

Desde que começamos a ensinar às pessoas como investir dinheiro de modo eficiente, muito do que tivemos de fazer foi ensiná-las o que é investir de maneira errada e, principalmente, a razão pela qual certos métodos de investimento são mais eficientes que outros.

Claro que, como sempre, há uma escala entre os piores hábitos de investimento e os melhores. E mais, pode ser o caso de o melhor investimento para uma pessoa não ser exatamente o mesmo para outra.

Nessa série de artigos, abordaremos os 5  estágios do investimento eficiente. Ou melhor, mostraremos um ponto fora da escala (os investimentos não-financeiros) e, em seguida, os 4 degraus na escala do investimento financeiro (havendo uma gradação entre estes). Vamos mostrar as vantagens e desvantagens de cada um, para que você saiba em que pontos pode ir se aprimorando até chegar ao ideal. Ideal para seu perfil de investidor, claro.

  • Investimentos não-financeiros

    Um ponto fora de nossa escala (sobre investimentos financeiros). Com eles, você investe diretamente em determinado mercado. Não se iluda, não é mais fácil de se lidar com eles do que com investimentos financeiros. Apenas as preocupações são diferentes.

  • 1

    Investimento financeiro ultra-conservador

    Esse é o método de investir dinheiro que mais tem "praticantes" no país. Basicamente por falta de educação financeira, a pessoa - que já é capaz de poupar - procura o seu gerente bancário e segue suas dicas de investimento: poupança, previdência privada, CDB, fundos de investimento de grandes bancos Itaú, BB, Bradesco, etc.

  • 2

    Investimento em ações falso-consciente

    Ao descobrir que o investimento ultra-conservador não vai levá-la a lugar algum, a pessoa resolve investir na Bolsa de Valores. Sem ter conhecimento econômico/financeiro/contábil básico, ela busca métodos milagrosos na chamada "análise técnica" e, em uma semana de treinamento, se torna um trader atuante.

  • 3

    Alocação de Ativos para Iniciantes

    Ao descobrir que trades só o farão mais pobre e estressado, o investidor, enfim, entende os pilares do investimento rentável: diversificar investimentos entre várias classes de ativos e internamente em cada classe, investir para longo prazo, e já é capaz de elaborar uma estratégia vencedora.

  • 4

    Investimentos super-eficientes

    Esse é o último grau da formação financeira de um investidor. Nesse estágio, a pessoa já consolidou toda a base de conhecimento que é requisito para saber em que investir. Esse investidor usa os conceitos da alocação de ativos em suas estratégias, mas vai muito além disso: ele sabe aproveitar-se da dinâmica econômica para posicionar-se sempre "a favor da maré".

Parte 1:

Investimento não-financeiro

Como dissemos, cada “degrau” na escala dos métodos de investimento tem suas vantagens, suas desvantagens e suas características peculiares, havendo um avanço quando se parte do primeiro degrau para o último.

Porém, os investimentos não-financeiros, na verdade, são um ponto fora de nossa escala. Pois, o objetivo de nosso site, em princípio, é abordar em profundidade métodos de investimentos financeiros (aqueles que são abertos e públicos, ou seja, acessíveis a qualquer um, que são submetidos a regulação – CVM, Bovespa, etc. e cuja relação do investidor com o ativo alvo do investimento é intermediada por instituições financeiras – seja ativamente na administração ou apenas na intermediação da compra).

Por isso, apenas não vou me aprofundar nos investimentos tradicionais, de maneira alguma dizendo que esses tipos de investimento (não-financeiros) sejam ruins ou pouco eficientes. Pelo contrário, conheço pessoas que ficaram ricas ou muito bem de vida sem nunca terem chegado perto do mercado financeiro. Quer exemplos? Especuladores imobiliários, empresários, etc. 

Isso aconteceu muito já que o mercado financeiro era muito mais difícil de lidar antes do Plano Real- por conta de inflação, instabilidade política, etc. – e a Bolsa de Valores muito menos acessível (lembre-se, não havia internet, home-broker, etc.) e com menos companhias listadas. Enfim, se você formava poupança, tinha 2 opções: ou investia em imóveis, ou fazia um investimento produtivo em alguma atividade econômica.

Não pense que estou dizendo que o mercado financeiro é, hoje, o “lugar” onde investir tudo. Porém, com certeza, você não pode mais ignorá-lo como uma opção, levando sempre em conta suas vantagens e desvantagens.

Lembre-se que até mesmo o investimento em imóveis tornou-se também possivelmente financeiro, com a criação dos fundos imobiliários.

Enfim, conhecer todas as possibilidades é o primeiro passo para formar um portifólio de investimentos rentável e equilibrado.

VANTAGENS DO INVESTIMENTO NÃO-FINANCEIRO

  • 1

    Controle Total

    O investimento não-financeiro permite maior poder de decisão. Como você aplica diretamente o dinheiro no imóvel ou na empresa, você decide exatamente como tudo será feito.

  • 2

    Aproveitamento de oportunidades

    Ao fazer investimentos imobiliários, você pode se aproveitar de uma grande oportunidade quando, por exemplo, alguém precisa se desfazer de um bem pelos mais diversos motivos (por exemplo, na partilha em processo de divórcio ou inventário). No mercado financeiro, como sempre há um intermediário, esse tipo de oportunidade não existe.

  • 3

    Ganhos de escala

    Se você abre uma pequena empresa para aproveitar-se de uma carência de determinado bem ou serviço em uma região, é possível que você tenha taxas de crescimento de seu negócio acima de cem ou mesmo mil porcento ao ano durante vários anos. No mercado financeiro, como se lida com negócios já relativamente consolidados (lembre-se, quanto mais consolidado, mais seguro), essas taxas de crescimento, simplesmente, não existem.

 DESVANTAGENS DO INVESTIMENTO NÃO-FINANCEIRO

  • 1

    Dificuldade de diversificação

    A menos que você seja um milionário e possa comprar 30 imóveis ou investir diretamente em 20 empresas, o investimento não-financeiro não permite diluição dos riscos de mercado (lembre-se, imóveis também sofrem risco de desvalorização) (sim, correm, não estou brincando).

  • 2

    Falta de liquidez

    Amanhã você decide mudar de vida e vender sua empresa. Já passou pela sua cabeça quão difícil é vender (e a preço justo) um negócio quando o interessado na venda é o alienante, não o comprador?

  • 3

    Poder de decisão, o outro lado da moeda

    Ter poder de decidir tudo implica em "ter que" decidir tudo. Enfim, em uma companhia aberta, há uma direção muito (espera-se) experiente e bem-remunerada responsável por tomar as decisões da empresa enquanto você pode se dedicar a tarefas mais interessantes. No caso de um imóvel, a gestora do fundo cuidará de uma eventual reforma ou negociação com inquilino. Em caso de atraso do aluguel, ou de ação de despejo, você também não terá a amolação de ser o responsável por solucionar o caso.

 

Continuação da série:

Parte 2: Investimentos financeiros para iniciantes (ultra-conservadores).

Parte 3: Day trade e análise técnica: investimento ineficiente.

Parte 4: Investimentos inteligentes com alocação de ativos.

Parte 5: Os modos eficientes de investir (degrau 4).

Os próximos artigos dessa série serão publicados nas próximas semanas. Para não correr o risco de perdê-los, inscreva-se em nossa lista de emails abaixo. Não precisamos de lembrar que esse é um site sério que não faz spam. Além disso, você sempre terá a opção de descadasatrar-se quando quiser.

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Eduardinho é Auditor da Receita Federal e educador na área de Finanças Pessoais. Criador do método Carteira Rica de enriquecimento, o autor compartilha suas dicas neste blog e vai ajudar você a transformar o modo como lidar com seus investimentos.

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