escolher renda fixa

Como eu contrato sempre a melhor Renda Fixa

Se existe uma grande responsável pelo patrimônio que alcancei, essa responsável se chama taxa de juros brasileira.

Em 2006, eu tinha 26 anos e Zero reais. Naquela época, comecei a poupar pesado até que alcancei meu objetivo: a liberdade financeira.

Em 2020, aos 40 anos, vou me aposentar. Não é um simples desejo, é um plano. E já teria as condições para realizar isso hoje, se quisesse.

Em qualquer outro lugar do mundo, eu poderia até alcançar o mesmo resultado, mas não de maneira tão fácil. Com certeza teria que expor meu dinheiro aos riscos do mercado. O único lugar em que é fácil e seguro ficar rico, com certeza é o Brasil.

Veja bem, nos outros países, a renda fixa é vista como uma simples defesa do seu patrimônio. Aquele que você não quer arriscar a perdas, e que, portanto, também não submete a grandes ganhos. Esse é o papel da renda fixa.

No Brasil, é diferente. A renda fixa por aqui é capaz de trazer grandes ganhos e até mesmo de rivalizar com a renda variável (Bolsa de Valores). Não é nenhum exagero, é a pura verdade.

renda fixa e bolsa de valores

Nesse comparativo que traçamos há alguns anos, a renda fixa tinha retorno histórico muito superior ao índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa. No momento em que você lê esse artigo, certamente esse ganho superior da renda fixa ou se mantém, ou, na melhor das hipóteses para a Bovespa, podem estar próximos de um empate.

No fundo, a elevada taxa de juros brasileira funciona como uma transferência de riquezas: aqueles que devem (pessoas, governo) transferem as riquezas que produzem para aqueles que são credores (bancos e, também, pessoas físicas). Estar no lado dos credores de renda fixa no Brasil não é uma escolha, é uma necessidade para quem deseja acumular patrimônio (em vez de dissolvê-lo).

Enfim, quando alguém me diz “Brasil”, o que vem à minha cabeça é juros e Renda Fixa. Isso mesmo, não é carnaval, praia, futebol, nada disso. Eu penso logo na Renda Fixa.

melhor renda fixa

Na última vez que fiz um levantamento das taxas de juros reais do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), o Brasil tinha a maior taxa de juros com quase o dobro dos juros do segundo colocado (link para o vídeo).

As pessoas precisam de um choque de realidade. A taxa de juros no resto do mundo está negativa e algumas pessoas aqui reclamam que “a taxa de juros está baixa”.

Mas a taxa de juros caiu…

Caiu vírgula. Caiu mesmo?

Quando a Selic cai de 14% para 7%, as pessoas imaginam que houve uma queda na rentabilidade da renda fixa, mas quase não há.

Isso é devido a uma “ilusão de ótica” causada pela inflação.

A rentabilidade real de uma Selic a 14%, com inflação a 9% e Imposto de Renda a 20% é de 2%.

Já a rentabilidade real de Selic a 7%, com inflação a 2,8% e Imposto de Renda a 20% é de 2,7%.

Cálculo: ( ( ( 14% * ( 1 - 20% ) ) + 1 ) / ( 1 + 9% ) - 1 ) * 100

Isso mesmo, pasme. Com Selic a 7% você pode estar ganhando mais dinheiro que com a Selic a 14%. Até porque, o Imposto de Renda incide sobre a inflação (correção monetária). Então você precisa de cálculos, não de ilusões.

Mas 2,7% é muito pouco…

Vamos com calma. Sei que 2,7% de ganho real ao ano é pouco, mas isso só ocorre se você saca o dinheiro em um ano.

Caso você mantenha o dinheiro aplicado, não incide o IR de 20% e o seu ganho do próximo ano incide sobre os 2,7% mais os 2,8% ou 1,4% que você teria pago de IR. Enfim, dá de 4 a 6% de rentabilidade real (bruta) caso a pessoa faça um investimento de longo prazo. Se você deixa o imposto de renda para incidir só lá na frente (investimentos de 3 a 5 anos, por exemplo), é como se você investisse também o imposto de renda e ele rendesse juros compostos para você, além do fato de a alíquota cair de 20 para 15%.

Em outras palavras, o ganho de 2,7% que coloquei acima é apenas para comparar duas situações, usando uma aplicação de curto prazo, mas não representa o ganho real líquido em uma aplicação de longo prazo (nesse caso, o ganho é bem maior).

Além disso, nosso exemplo é baseado na Selic. E, para falar a verdade, é muito fácil encontrar investimentos bem melhores que a Selic.

Em plenos 2017 e 2018, com todo mundo contratando renda fixa a 7%, eu tenho dinheiro aplicado até 2018, 2019 e 2020, rendendo de 17 a 19,5% ao ano. Veja um extrato real de aplicação abaixo:

Esse é um dos meus extratos na Omni. É um extrato verdadeiro, se duvida, pode perguntar para o Laureano, o consultor da Omni que me manda todos os dias as taxas que a financeira está praticando.

Eu nem conhecia o Laureano e a Omni antes de 2014.

Porém, em nossa área de debates do grupo de “caçadores de taxa” (nossos alunos do módulo R), toda hora alguém falava do Laureano e das taxas dele.

Então eu liguei para o Laureano e pedi para conhecer as taxas.

Quando eu disse quem era, o Laureano não enviou as taxas por email. Pegou uma apresentação da Omni, com as demonstrações financeiras dos últimos anos, relatórios de rating e tudo mais, colocou debaixo do braço e tomou um vôo para BH.

Almoçamos junto e eu descobri o ramo de atuação da Omni (um nicho de mercado fenomenal, sem concorrência, dentro do financiamento de veículos e automóveis usados).

Na verdade, nem é necessário conhecer assim a fundo uma financeira para ter confiança de aplicar o dinheiro lá.

Toda aplicação em RDB, LC, LCI, LCA, CDB, em qualquer banco ou financeira cadastrado no Banco Central é garantida pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) no limite de 250 mil reais por CPF.

Isso significa que sua escolha por renda fixa não deve se basear em:

  • Ilusão de comodidade: Aplicar no seu grande banco comercial pode parecer simples e barato (não tem taxa de TED). Por outro lado, a taxa de juros que ele lhe oferece é tão ruim que, se sua aplicação for superior a R$ 1.000, com certeza você está perdendo dinheiro.
  • Ilusão de segurança: Seu grande banco pode ser sólido, mas se o FGC garante os investimentos em qualquer banco, a segurança é a mesma.

Assim, não vejo motivos para contratar uma aplicação a 95% do DI no meu grande banco, se eu posso contratar, com a mesma segurança, na faixa de 120% do DI.

Essa diferença na taxa da aplicação parece pequena, de 25% do DI, mas corresponde a um excesso de ganho de 26,3%.

Calcula-se assim: ( (1,2 / 0,95 ) -1 )

Ao longo de vários anos e de várias aplicações, uma diferença de 26,3% cresce exponencialmente.

E, como você já deve ter visto no vídeo de abertura do nosso site, relegar a decisão de investimentos a algo de segunda importância pode custar de 15 a 20 anos de trabalho da pessoa (nosso vídeo).

Isso significa que a comodidade hoje de adquirir um produto financeiro de menor rentabilidade pode custar a falta de comodidade de deslocar-se da sua casa ao trabalho por 15 anos a mais do que precisaria para alcançar o mesmo patrimônio. Fora o fato que você poderia dedicar esses anos a algo que lhe trouxesse prazer.

Enfim, eu não abro mão de 1 décimo de porcento nas minhas taxas.

Hoje em dia, eu já vi por aí alguns aplicativos que mostram taxas de renda fixa em diversos bancos e financeiras e tenho também conta em uma corretora que se gaba de ser um “shopping de investimentos“, mas a verdade é que continuo abrindo os emails do Laureano toda vez que quero contratar.

O motivo é muito simples: as grandes corretoras (que estão divulgando o “desbancarize-se”) e também os aplicativos de Renda Fixa recebem comissão quando você contrata uma renda fixa por meio deles.

Já contratando direto com o Laureano da Omni (se quiser, aqui tem o email e o telefone dele), eu não pago comissão para ninguém.

Por isso, eu gosto de contratar renda fixa do meu jeito e fico tranquilo que estou negociando a melhor taxa do mercado, sem intermediários, e com a consciência de que terei que trabalhar o menor número de anos possível para alcançar o meu objetivo.

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Eduardinho é Auditor da Receita Federal e educador na área de Finanças Pessoais. Criador do método Carteira Rica de enriquecimento, o autor compartilha suas dicas neste blog e vai ajudar você a transformar o modo como lidar com seus investimentos.